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Adesão ao Documento da CicloIguaçu – Eleições 2012

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Desde o ano passado a CicloIguaçu tem procurado os candidatos a prefeito com o intuito de firmar um compromisso com a ciclomobilidade. Fizemos entrevistas, encontros e afirmamos a necessidade de um tratamento sério a este importante tema nas eleições de 2012. Entrevistamos Gustavo Fruet, Rafael Greca, Bruno Meirinho e Ratinho Junior. O prefeito Luciano Ducci não respondeu nosso pedido de encontro no ano passado e nem agora durante as eleições.

Nos últimos dois meses realizamos a entrega presencial do documento aos candidatos, com o convite de irmos às ruas, pedalando se possível, e observarmos juntos a precariedade e a falta de estrutura as quais os ciclistas estão submetidos. Curitiba, com sua motorização elevada, parece deixar alguns orgulhosos dos engarrafamentos, do barulho onipresente e do ar poluído; outros, nostálgicos e revoltados, com a falta de diálogo com que ações de grande impacto são realizadas de forma autoritária e tecnocrática. A destruição de praças no Mercês, no Cristo Rei e no Alto da Glória servem todas ao mesmo objetivo – a fluidez do trânsito dos automóveis. A descaracterização da cidade acontece em alta velocidade. Monstruosos painéis luminosos são inseridos sem consulta prévia com os moradores, transformando a estética residencial com figurino de corrida automobilística. Não é de se espantar que o governador, que ainda se considera prefeito da cidade, já manifestou diversas vezes a intenção de fazer corridas de automóveis na malha viária urbana. Não deveria o urbanismo ouvir os cidadãos, bem como levar em consideração todos os dados assombrosos da violência e mortandade de nosso violento trânsito?

É sem dúvida uma coisa boa podermos comprar carros, geladeiras, computadores e tudo o mais que julgamos essencial. Mas, ficar preso em congestionamentos não é legal. Respirar um ar carregado tampouco. Queremos um transporte público mais barato e mais eficiente, que se beneficie igualmente das isenções tarifárias e subsídios múltiplos dos quais a indústria automobilística se farta, esfregando todos os meses em nossa cara seus novos e espantosos recordes de vendas. Queremos uma cidade mais limpa em todos os sentidos.

A perversão maior é que muita gente deixa de optar pela bicicleta para os trajetos curtos e se vê refém do automóvel e seu monopólio radical. As ruas estão sendo asfaltadas para o fluxo dos carros, não das pessoas. Se assim fosse teríamos ‘ondas verdes’ e mais espaços exclusivos para o transporte coletivo. Teríamos uma rede de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas conectando todo o centro da cidade, os centrinhos dos bairros e uma integração muito bem feita com a rede de ônibus. Teríamos conexão com a região metropolitana, segura e àgil. Teríamos também garantido o acesso às escolas com ciclovias e ciclofaixas.

No momento atual as bicicletas da Guarda Municipal saíram da garagem em maior número por causa das eleições. A ciclopatrulha da Setran, iniciativa importante, continua tímida e retraída. A própria Secretária de Trânsito não se empenha em fiscalizar as leis do CTB referentes à circulação de bicicletas. A manutenção da sinalização do que existe de ciclovia em Curitiba, que é por dever contratual, obrigação da Clear Channel, empresa que explora a publicidade no mobiliário urbano, permaneceu durante anos abandonada e depredada. Agora, no mês das eleições, aparece nova e garbosa.

 Cabe a atual administração o ônus e as críticas, embasadas na experiência cotidiana de todo cidadão que escolhe se locomover de bicicleta por Curitiba. O Concitiba, no ano passado, depois de reuniões e estudos por mais de 4 meses, concluiu que o que o IPPUC chama de Plano Diretor Cicloviário é um rascunho bastante insuficiente. Não é um plano, não tem metas e carece de fundamentação teórica.

E o que a bicicleta pode trazer a nossa cidade?

A bicicleta representa um novo paradigma urbano. Intensifica e estimula o convívio. Traz o sentimento de pertencimento à comunidade. Traz saúde e bem estar ao seu usuário. Traz economia financeira. É liberdade de trajetos e destinos. É autonomia. Te liberta dos congestionamentos.

Esperamos que a assinatura seja um compromisso integral com as reivindicações da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu, e que, acima de tudo, tenhamos uma gestão participativa, que escute os anseios da sociedade, que priorize o transporte coletivo e as opções de transporte individual não-poluentes.

Seja quem for o próximo prefeito, estaremos em cima. Vamos cobrar e fiscalizar os compromissos assumidos.

A cidade é das pessoas!

Goura Nataraj (coordenador-geral da CicloIguaçu)

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OS 10 PONTOS PARA TORNAR CURITIBA

UMA CIDADE AMIGA DA BICICLETA

1-Educar para o respeito no trânsito

2-Reduzir acidentes e mortes de ciclistas

3-Criar o Departamento de Transporte Não- Motorizado

4-Assegurar orçamento específico e progressivo

5- Ciclofaixas nas Estruturais (junto as canaletas)

6-Integração com o transporte coletivo

7-Distribuir paraciclos por toda a cidade

8-Espaços viários acalmados

9-Planejamento integrado da região metropolitana

10-Fiscalizar efetivamente o comportamento no trânsito

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QUEM ADERIU??

Rafael Greca assinou – http://localhost/ciclo17a/2012/10/rafael-greca-assinou-o-documento/

Gustavo Fruet assinou – http://localhost/ciclo17a/2012/10/gustavo-fruet-assinou-o-documento/

Bruno Meirinho assinou  – http://localhost/ciclo17a/2012/10/bruno-meirinho-assinou-o-documento/

Alzimara Bacellar  assinou – http://localhost/ciclo17a/2012/10/alzimara-assinou-o-documento/

Ratinho Junior assinou – http://localhost/ciclo17a/2012/10/ratinho-junior-assinou-o-documento/

Luciano Ducci não se comprometeu – http://localhost/ciclo17a/2012/10/luciano-ducci-nao-aderiu-ao-documento/

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Participação

2 respostas a “Adesão ao Documento da CicloIguaçu – Eleições 2012”

  1. bruno

    (vcs poderiam adicionar aqueles botões de redes sociais para facilitar o compartilhamento, né?)

    1. Vinicius Brand

      Feito! Valeu pela dica, qualquer problema ao usar eles avisa. Um abraço!

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