, ,

O cara que espalhou bicicletas por Blumenau

Avatar de gpmendes
Wilberto Boos
Fonte: O Blumenauense

Buscando inspiração para meu artigo de estreia no portal da Cicloiguaçu, estava eu flanando (essa expressão é muito boa – o Jaques e eu adoramos) pelos jornais de domingo, todos repletos do apocalipse da companhia de petróleo brasileira e do surpreendente reatamento de relações EUA-Cuba que marca definitivamente aquilo que a minha geração bem conheceu como a Guerra Fria. As eternas ameaças de destruição nuclear em eventual conflito que poderia ser deflagrado entre as duas potencias então hegemônicas – EUA e Rússia.

Nesse flanar, acabei junto ao obituário ( outra mania minha em ler essa coluna- alias muito bem escrita tanto aqui na Gazeta como na Folha de São Paulo) e me deparei com o título : “ Espalhou Bicicletas por Blumenau”, estampado na referida coluna do jornal folha de são Paulo nesse da 21/12.

O texto, bem escrito, trata do falecimento do Wilberto Boos, falo assim como o conhecesse, pois sua trajetória de vida e história retratada em poucas palavras, falam de uma pessoa que parece ter sido sim amigo meu, do Goura, e do Miranda, que imagino tenha sim o conhecido nos idos em que morou na cidade catarinense de Blumenau.

O Boos, diz o texto, sofreu um grave acidente quando ia de bike pra praia junto com amigos e com um irmão que veio a falecer no acidente. Ele, o BOOS, ficou debilitado, com fortes dores em seu peito e joelho. Mas nada disso o fez abandonar o amor que tinha pela bicicleta. Tornou-se cicloativista. Organizou passeio de bike noturno em Blumenau que acontecia , e acontece, há mais de 25 anos , toda a terça feira com afluência de mais de 100 pessoas.

Fala ainda que o BOOS fez da bicicleta sua vida. Abriu uma oficina e consagrou as marca com o “OO” do Boos como as rodas de uma bike.
Assim me deparando com o registro de uma figura como o Wilberto Boos na coluna de um dos jornais mais lidos do Brasil, não poderia deixar de registrar que eu o conhecia sim , conhecia o espirito dele pelo gosto de viver a vida flanando numa Bike, que é exatamente esse espirito me move na cicloiguaçu.

Dedico essa minha primeira coluna aos muitos que, como o Wilberto BOOS, amam a bicicleta e fazem dela a própria razão de viver. Sugiro que adotemos o nome do Wilberto Boos a uma comenda ou algo assim, para homenagear pessoas que tenham contribuído com seu espírito para a melhoria da via em uma bike.

Todo e qualquer texto publicado nesta coluna é de exclusiva e integral responsabilidade do seu respectivo autor e não reflete, necessariamente, a opinião da Cicloiguaçu.

Compartilhe esta publicação

Participação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Outras pesquisas e publicações