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Ciclorrota: Do Hauer ao Centro

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Nunes MachadoDentre os vários percursos que já fiz uma das rotas que facilitou minha vida ao ir do Hauer ao Centro em Curitiba foi uma que começa na Linha verde no final da ciclofaixa da Marechal. Infelizmente na Marechal Floriano a partir do Parolin em Curitiba, não contamos com ciclovia, ciclofaixa e nem via calma para fazer o acesso até a região do centro mais próxima ao Batel (porque próximo a região do Alto da XV e Centro Cívico, até tem a calçada compartilhada).

O que a maioria dos ciclistas fazem é ir pela canaleta, porém com o alto fluxo de biarticulados, a canaleta gera um grande risco para o ciclista experiente, quanto mais para o inexperiente. E durante este tempo que ia até o centro de bike, sempre tinha muito medo de ir pela via dos carros na Marechal, mesmo pedalando forte e no centro da faixa da direita, ou quando não tinha espaço, no bordo da pista. Certa vez inclusive um motorista ficou indignado comigo no meio da rua, pouco depois do viaduto da Marechal Floriano com a Linha Verde, gritou para mim sair de lá. Respondi sem perder o respeito, mas com uma voz não muito amigável que a rua também é minha. Ele era o tipo de cara que não gosta de ser contrariado, então parou o carro já querendo confusão. Eu continuei e procurando dar o exemplo, parei no semáforo (mesmo sabendo que jamais levaria multa alguma se furasse). Só que daí ele saiu do carro, então prevendo que ele queria briga, para minha própria segurança, vendo que não vinha mais nenhum carro, furei o sinal e segui o caminho.

Nisto ele passou por mim e falou que lá na frente a gente se acertava. Então ignorei o sujeito, segui com calma meu caminho, porém vi que ele não queria se distanciar muito, então busquei tomar cuidado com ele. Porém chegando em um cruzamento inevitavelmente me aproximei dele. Então ele abriu a porta procurando brigar comigo. Recuei, pois tenho como filosofia própria e filosofia da empresa jamais desrespeitar o próximo, ainda que eu seja desrespeitado. Antes que ele se aproximasse, afirmei a ele que não queria briga, apenas respeito, a partir dai um debate começou. Lembro então que ele usou alguns argumentos clássicos que o ciclista ouve por aí. Afirmou que eu não deveria circular no meio da rua, porque é perigoso; então o questionei onde que ele queria que eu andasse; esbravejou que lugar de bicicleta é na calçada.

Afirmei que na calçada é muito mais perigoso, afinal há muita circulação de pedestres, saída de carros (muitos ainda pensam que por ser uma calçada asfaltada, ela é ciclovia). Lembro então, dele afirmar que a bicicleta deve manter 1,5 metro de distância do carro, argumento que não tem fundamento pelo CTB, que no Art. 201 afirma que o automóvel deve guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta e não a bicicleta, o que usei como resposta. Porém percebi que foi o mesmo que falar sozinho, ele continuou se achando o dono da razão sem ouvir.

Após este caso, decidi tentar achar outra rota para fazer o meu percurso diário ao centro. Então certo dia tentei seguir reto pela ciclofaixa da Marechal cruzando a Linha verde por baixo do viaduto e virar para o Parolin procurando alguma rota calma, fugindo da canaleta ou da caótica Marechal Floriano Peixoto. Descobri então que havia uma via com pouco movimento paralelamente a Marechal antes da Des. Whestphalen.

Então fui experimentando, subi por ela entrei um pouco a esquerda logo mais a frente, cruzei a rápida, descobrindo que a Nunes Machado começa no inicio do bairro Parolin e que nela não passa quase carro e apesar das subidas e decidas é possível pegar um embalo legal que faz com que as subidas não sejam tão sofridas assim. E descobri que através dela posso chegar até à Sete de Setembro, fazendo uma ligação importante para todos que precisam ir do Hauer até o centro de bicicleta por uma rota mais tranquila. Aí vai a rota (tracejado em preto é o sentido centro, em vermelho é o sentido Hauer):

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3 respostas a “Ciclorrota: Do Hauer ao Centro”

  1. marcelo

    a canaleta continua imbativel, com elétrica e bons espelhos retrovisores é bastante viável. mas concordo com sua rota sugerida para dias com menos pressa e para ciclistas iniciantes. Eu já pedalo nas ruas de cwb a 28 anos, e com essa experiência sinto a vontade de expressar minha opinião.

  2. Karinna

    Olá! Você acha esta via segura (digo a critério de assaltos) para mulheres? Digo isto porque meu maior medo de andar de bike solo são os assaltos.

    1. André Belletti Romero

      Karinna, não sou mulher portanto vou dar uma resposta bem teórica. Ao passar por estes locais de noite, os considerei bem desertos, portanto visto que fica próximo à favela do Parolin pode apresentar algum risco. Eu nunca tive problemas, mas como sou homem a história é outra. Pela noite não há quase pessoas na rua, o que de certa forma é bom, porque são pessoas que assaltam. Durante o dia acredito diminuir ainda mais qualquer risco de problemas. É difícil dar uma resposta quanto a esta questão de segurança, visto que sou homem, e nunca tive problemas nesta região. Precisaríamos descobrir se já houveram casos de roubo de bicicletas ali. Hoje em qualquer lugar, todas as pessoas precisam cuidar de si próprias com muita atenção no outro.

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