Nessa sexta-feira, 25 de julho de 2014, a CicloIguaçu promoveu a “Pedalada do Orçamento” e entregou para o prefeito uma carta com uma série de demandas dos ciclistas e usuários de bicicleta de Curitiba. A pedalada contou com quase 30 participantes.
Você pode fazer download da carta de demandas aqui.
Esta carta foi construida colaborativamente por vários ciclistas da cidade.
Fomos recebidos pelo prefeito Gustavo Fruet e pelo presidente do IPPUC, Sérgio Pires.
As cinco principais solicitações à prefeitura foram:
- Que seja apresentada uma lista das próximas obras cicloviárias a serem realizadas pela administração municipal, e data limite de entrega das mesmas à população;
- Que seja reservado para 2015 ao menos R$ 6 milhões para obras ou contratação de obras. Adicionalmente pedimos sejam previstos até R$ 30 milhões dos futuros orçamentos (2016 e 2017) exclusivamente para a ciclomobilidade na nossa cidade, para ser aplicado em obras cicloviárias.
- Que sejam feitas campanhas educativas permanentes de respeito no trânsito e à bicicleta.
- Que sejam implantados bicicletários, com segurança, em todos os terminais de ônibus, de modo a facilitar a integração modal, especialmente nos terminais em obras, projeto ou em construção, como o terminal do Campo de Santana, onde uma implantação ou mudança de projeto seria mais fácil;
- Que seja implantado um programa de treinamento permanente para motoristas do sistema de transporte coletivo de Curitiba voltado para convivência com os ciclistas na via.
Sobre as solicitações, o prefeito disse:
- Será apresentada uma lista das próximas obras cicloviárias a serem implantadas em nossa cidade;
- Muitas obras de ciclomobilidade não entraram no orçamento anual específico para ciclomobilidade, pois as obras de ciclomobilidade estão sendo incluídas nos projetos viários, e o custo dessas obras acaba ficando diluído dentro dos projetos viários. Todos os projetos viários nessa gestão passaram ou estão passando por readequação e, onde é possível, é inserida infra-estrutura cicloviária. Por exemplo, o projeto da ciclofaixa compartilhada (via calma) da Av. Sete de Setembro não entrou dentro dos gastos do orçamento específico para ciclomobilidade, pois a ciclofaixa é apenas uma parte da reforma de toda a Av. Sete de Setembro; no entanto, a estimativa de gastos só em obras da via calma foi em torno de R$ 1,4 milhão; (solicitamos que fosse dada mais atenção aos projetos, por exemplo, a recém-implantada ciclovia da Av. das Torres apresenta inúmeras falhas como: buracos aparecendo com apenas 2 meses após obra, postes no meio da ciclovia, falta de rebaixamento nas guias e falta de tratamento nas interseções)
- As campanhas educativas estão sendo feitas por toda a cidade, tanto as campanhas educativas de trânsito do SETRAN quanto campanhas sobre a via calma estão contemplando as bicicletas. Está tendo ainda ação da SETRAN de conscientização de motoristas e ciclistas na via calma, com agentes in loco. O prefeito pediu também a ajuda dos ciclistas e cicloativistas nesse esforço de conscientização.
- Sobre os bicicletários nos terminais, alguns já foram implantados e ainda tem mais por implantar; (enfatizamos que existem bicicletários bem recentes que foram instalados em locais totalmente isolados e ficarão ociosos e os próximos precisam ter um critério mais adequado)
- Há um programa de treinamento contínuo para motoristas de ônibus de Curitiba (mas lembramos que não é voltado para convivência com ciclistas).

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