,

CicloIguaçu na Veja Curitiba

Avatar de gpmendes

Goura Veja

Jorge Brand coordena a ONG CicloIguaçu, que dá auxílio aos ciclistasProfessor busca incentivar o uso seguro de bicicletas no trânsito de Curitiba

Professor coordena uma ONG que auxilia ciclistas Professor coordena uma ONG que auxilia ciclistas 27.mar.2014 16:29:07 | por Luise Takashina

Quando tinha 20 e poucos anos, Jorge Brand fazia o tipo rebelde, mas com causa. Em 2007, chegou a ser autuado por pintar, sem autorização, uma ciclofaixa num trecho da Rua Augusto Stresser. Ainda que por vias tortas, ele quis chamar atenção para um assunto pouco discutido naquela época e que hoje se tornou urgente: a ampliação de espaços na cidade para a circulação de bicicletas. “É um tema com o qual convivo desde a infância. Meus pais não tinham carro e a bike sempre foi uma opção de meio de transporte”, diz. Aos 34 anos e pai de duas filhas, Brand, que é mestre em filosofia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), continua levantando a bandeira da ciclomobilidade, porém de forma mais madura.

Desde 2011, ele preside a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu, a CicloIguaçu, organização sem fins lucrativos que busca incentivar o uso seguro das bicicletas no trânsito da região metropolitana. Atualmente, apenas 3% dos moradores da cidade fazem deslocamentos diários a bordo de uma magrela. Brand é um desses poucos. Embora tenha carro, ele prefere cumprir seus compromissos de trabalho ou mesmo fazer compras no supermercado de bike. “É uma prática saudável e não poluente. Além disso, estimula as pessoas a se relacionar de um jeito mais próximo com a paisagem urbana.” A CicloIguaçu conseguiu estreitar o diálogo com órgãos como o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) e a Secretaria Municipal de Trânsito. Até o fim da atual gestão, a prefeitura se comprometeu a investir cerca de 90 milhões de reais na implantação de um Plano Estratégico Cicloviário.

No novo projeto, o IPPUC prevê que a malha cicloviária da cidade, hoje estimada em 127 quilômetros, ganhe mais 300 quilômetros. A primeira intervenção, cuja conclusão foi prometida para antes do início da Copa do Mundo, deve ocorrer na Avenida Sete de Setembro, entre a Rua Mariano Torres e a Praça do Japão. Ela receberá uma faixa demarcada no lado direito, onde os usuários poderão circular em paralelo ao fluxo dos carros. Na opinião de Brand, isso precisa ser feito em toda a extensão da via por onde transitam os biarticulados. “O que me move é a possibilidade tangível de mudar a cidade.”

Publicado originalmente na Veja Curitiba.

Compartilhe esta publicação

Participação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Outras pesquisas e publicações